sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Victor, Paulo Victor..

Espera-se desse casal outros filhos. Filho Paulo lhe chamamos a este, sem curar de saber se é antes uma lenda, se um romântico: o futuro chamar-lhe-á obra-prima.
Plagiando Machado, vou me definindo, ou quem sabe definhando. Exagero ou não, devo dizer somente a verdade, e jamais hei de faltar com a mesma. Auto-biografia de uma metamorfose ambulante, missão difícil de se cumprir, mas como o ócio resolve se bater contra mim, vou eu rabiscando no papel o passado espelhado no meu presente de gregos ou espartanos.
Fui desenvolvido por experiências sexuais, uma cobaia que surgiu em momento inoportuno, talvez por um erro de fábrica no tal látex protetor, talvez por um erro de cálculo no tempo, coisas essas que não traumatizaram minha cabeça fazendo-me acreditar por algum motivo que sou fruto de um equívoco. O importante é que cá estou, de um modo bem viril pois papai não deixou entrar ar em momento algum evitando qualquer tipo de rachaduras provenientes de má colocação do membro.
Fui cuspido pra fora de mamãe, um alívio, o fim de um pesadelo que parecia não ter mais fim dado o diâmetro de meu humilde crânio. Então a glória tomou conta do hospital. Foi uma alegria total ao verem-me lindo, belo e ensangüentado com a boca aberta a berrar escandalosamente. Diziam alguns que a beleza atingira-me de forma exorbitante. Outros diziam que havia entrado na fila da feiúra algumas vezes. Muitas contradições, chegaram até a comentar pelos escuros corredores que beato eu seria, teria carreira de seminarista, viam em mim uma aura pura e clara, o primeiro padre da família, quiçá o próximo Messias.
Pura balela, coisa de gente que não tem o que falar. Ainda bem que segui outro rumo, do contrário seria mais um desses pederastas padres que estão dando sermão (e mais) por aí.
Meninice enjoada, chata, repleta de metafóricos apelidos, cito alguns pois me satisfaço com o riso alheio, como botijão de gás, bochechas de buldogue velho, barril do Chavez, lacraioso, Jotalhão o elefante da Pomarolla. Enfim... entre vergonhas e épicos micos passei por essa traumática fase. Sobrevivi pra contar histórias.
Depois de tudo ainda vem a famosa história de que as jovens crianças se apaixonam perdidamente por qualquer coisa que use calcinha de algodão e aqueles sutians com enchimento pra repor o que ainda não existe. É bem verdade que passei a maior parte da minha infância sonhando, acordado ou não, com uma menina diferente a cada semana, e sempre me doía as entranhas de saber que não conseguia o objetivo desejado. Chega a ser engraçado porque eu tinha um medo terrível de beijar na boca, desses que até tremedeira dão, e a vontade era tão grade de fazer. Como ter medo de barata e querer comê-la. Eram meninas de todos os tamanhos, todos os tipos, todos os pesos, todas as cores, uma diferente a cada período de dor no meu coração. Não beijei nenhuma delas. Descontava no travesseiro antes de dormir. É... eu beijava o travesseiro.
Mas tudo bem pois tudo na vida passa e o tempo agiu de maneira igual. Fui crescendo e descobrindo que não poderia deixar o medo tomar conta de mim em tudo que quisesse fazer. Me soltei, me libertei da corrente que tanto me prendia, abri minhas asas pra voar e pulei do desfiladeiro da vida. Me estatelei no chão. Ainda não sabia voar, como poderia pular de um lugar tão alto. Quebrei a cara ainda muitas vezes antes de conseguir obter o alto do pedestal. A gente precisa apanhar muito pra saber de verdade o quanto dói.
Hoje, depois de muitas histórias incríveis que ainda cismam em me perseguir, descubro que nada é pra sempre. Encontrei nos caminhos escuros por andei que o que acontece é só um espelho do passado, só que de uma forma aperfeiçoada. Tudo que faço agora, eu deveria fazer antes, mas não sabia como. E daqui a algum tempo, tudo se repetirá e eu farei de forma diferente. Talvez melhor, talvez pior. O que importa mesmo são os fatos inacreditáveis que brotam do chão por onde piso.
E que minhas lágrimas de alegria continuem a regar meu solo pra crescerem fortes as minhas histórias.

O mundo nunca mais foi o mesmo depois que eu cheguei por aqui...
P.V. 19:12 27/02/09

2 comentários:

leilinha disse...

Amoreeee...acheiii fofo!!! Não estou zuando, acheiii super lindo quando vc disse q bjava o travesseiro pq tinha medo d bjar na boca, neem parece q é o mesmo menino q tem inúmeras mulheres e que bja super beeem...É vrdd eu pegueii essa doce cç..pena q depois virou um cafa sinistro!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Mtos Bjos

Unknown disse...

Amor.. o texto é lindo, mais depois q vc beijou a primeira agora vc não quer mais parar e continua desejando uma menina/mulher diferente a cada semana,kkkkkkkkkkkkkkkk
bjs!!!!!!!!!!!!